terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

“Evangelho” para boi dormir




Por Clóvis Cabalau

A coisa está feia, irmãos. Não foi à toa que Deus nos advertiu, desde tempos idos, sobre o perigo da falta de conhecimento (Os 4:6). Quando estamos recém-convertidos, somos tal esponjas em poça d’água, absorvemos tudo, sem a devida noção de certo e errado, ávidos pelo novo de Deus. Mas, aqueles que prosseguem na caminhada, os mais atentos e questionadores, logo descobrem que nem tudo o que se ouve por aí tem fundamento bíblico - ou qualquer fundamento.

Veja bem: quero excluir desse comentário as clássicas quizilas teológicas entre arminianos e calvinistas, ou mesmo velhas pendengas doutrinárias entre assembleianos e presbiterianos, pentecostais e batistas tradicionais, as quais, via de regra, pairam no universo da hermenêutica, mas com seus respectivos amparos nas Escrituras Sagradas. Quero centrar fogo aqui nas invencionices que se vê por aí, fruto da “criatividade” ou da imaginação (in)fértil de certos pregadores. Chamo-as de “evangelho” para boi dormir, para enganar trouxa e desviar a atenção do Caminho.

Nessa seara, vemos os mais escabrosos absurdos, desde rosa ungida, “água benta” gospel, óleo santo do Monte das Oliveiras... entre outros amuletos, que em pouco se diferem de objetos místicos como pé de coelho, figa, trevo de quatro folhas ou cristais. Inventar talismãs milagrosos é contribuir com a formação de crentes supersticiosos, místicos, adestrados à idolatria de objetos e de falsos profetas.

Cito ainda pregações acerca de revelações miraculosas, no estilo toma-la-dá-cá, que garantem “bênção extra” àqueles que ofertarem altas quantias, sempre ao comando do “profeta” (estilo Mike Murdock, Morris Cerullo e Cia.).

Há ainda um perigo velado, alheio aos menos observadores e perfeito aos recebedores de bênçãos. Trata-se da prática de se pregar palavras ou idéias que não estão na Bíblia como se estivessem. Um exemplozinho clássico: “A Bíblia diz que o cair é do homem o levantar é de Deus”. Frases como essas são até “aceitáveis” dentro de um contexto ilustrativo, mas jamais precedida da afirmação “a Bíblia diz”, porque não diz. O que a Bíblia diz é: “(...)se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro” (Ap 22:18). E ainda: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando (Dt: 4:2).

Sei que essa conversa não é nova. Aliás, o assunto é recorrente entre apologistas e estudiosos cristãos (recomenda-se “Erros que os Pastores devem evitar”, de Ciro Zibordi). Mas, volta e meia, vale lembrar o compromisso que se deve ter com o bom ensino da Palavra, com a doutrina apostólica, com o evangelho genuíno. Dizer que a Bíblia diz o que ela não diz é enganar os ouvintes, é dar mau testemunho, sem falar no risco de o pregador parecer pouco conhecedor das Escrituras.

Como igreja, temos um papel crucial na formação de cristãos firmados na verdade de Cristo, na solidez do aprendizado constante da Palavra (Os 6:3). Nessa missão, inclua-se a postura de não se omitir acerca do evangelho da cruz, do arrependimento, o que se difere radicalmente do “evangelho” açucarado de alguns líderes, preocupados em garantir números e numerários pomposos a suas igrejas. Fico pensando se certos pastores (ou apóstolos, bispos, etc), com suas aeronaves, carros importados, gordas contas bancárias e seus milhões de seguidores, conseguirão passar pela porta estreita (Mt 7:13) com tanta gordura “santa” a queimar. Enfim, cada qual sabe a missão que tem. É ou não é?



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Clóvis Cabalau é desenhista, pastor, jornalista e faz apologia do cristianismo no Púlpito Cristão

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

John Piper - Por que eu abomino o evangelho da prosperidade?

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SILAS MALAFAIA REPREENDE RECORD IGREJA UNIVERSAL =ESPIRITO ANTICRISTAO

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010




Por Márcio de Souza

Vivo me perguntando isso! Porque se o Evangelho que vivemos é o mesmo que Cristo viveu, tem algo errado comigo, porque o que vejo não condiz com o que leio nas Escrituras Sagradas.

Quando leio a Bíblia, vejo Jesus se relacionando frequentemente com ímpios (não crentes), andando com prostitutas (sem praticar prostituição), sentando e comendo com publicanos, evangelizando seu nenhum pudor e pregando a graça escandalosamente.

Certa feita, Ele transformou água em vinho, mas hoje o Evangelho diz que não se pode tocar em álcool. Noutra oportunidade, Ele se alegrou com pessoas que não professavam o mesmo credo dEle. Ele tocava em gente discriminada pela sociedade e os socorria nas suas necessidades sem esperar nada em troca, mas o Evangelho hoje diz que se nos misturarmos com gente que vive a margem da sociedade, nos tornaremos "farinha do mesmo saco".

O Evangelho que Jesus vivia, dava contra as portas do inferno e as portas do inferno não resistiam, mas o Evangelho que vivemos hoje suporta os ataques infernais é o inferno que dá contra as portas da igreja e nós "bravamente" resistimos.

No Evangelho que Jesus vivia o indivíduo pensava primeiro na comunidade, mas hoje pensamos, como diz o adágio, a filosofia de "farinha pouca, meu pirão primeiro". No Evangelho de Jesus o amor era a tônica, mas hoje amor é secundário o importante é manter a igreja cheia e os gasofilácios transbordando. No Evangelho de Jesus, simplicidade era um estilo de vida, mas hoje acumular riquezas é mais do que necessário, é imperativo.

Pois é, ainda dizem por aí que é tudo igualzinho a Igreja primitiva, e que foi só o tempo que passou, mas na realidade estamos a léguas de distância do Evangelho de Jesus e vivemos abraçadinhos com o Evangelho dos evangélicos.


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Márcio de Souza é herege por viver o evangelho que Jesus viveu. Todos os colunistas deste blog são igualmente culpados de viver este "outro evangelho".

sábado, 6 de novembro de 2010

Prisão do Pr. Enoque Lima: mais informações

Começou...

Ontem, sexta-feira, foi preso pela polícia, em Goiânia, o Pr. Enoque Lima. De acordo com o Dr. Zenóbio Fonseca, advogado evangélico que está mantendo contato com a família do pastor, a prisão foi feita de forma ilegal.
O Dr. Zenóbio diz: “O Pastor Enoque é um homem correto, honrado e a sua prisão tem correlação direta com a denúncia que ele fez sobre o reverendo Moon e o Bispo Manoel Ferreira. O pastor Enoque é membro da Assembléia de Deus e está sofrendo perseguição religiosa, ataque contra a sua liberdade de expressão e informação garantida pela Constituição Federal”.
Continuando, o Pr. Zenóbio explica: “Pelas informações que recebi de uma fonte familiar do pastor, ele encontra-se preso na delegacia de Goiânia, está sendo assistido por advogado cristão, recebendo centenas de apoios via contato telefônico para sua família. A imprensa local está cobrindo esta violência contra o pastor”.
O caso se torna gravíssimo porque a vítima é um pastor humilde, enquanto que os agressores são poderosos e têm ligações políticas poderosas. O Bispo Manoel Ferreira é o coordenador oficial da campanha de Dilma Rousseff para os evangélicos.
No fim, o Dr. Zenóbio dá o alerta: “Solicito a todas as pessoas que divulguem esta informação sobre a perseguição e prisão do Pastor Enoque. Hoje é o Pastor Enoque. Amanhã poderá ser você ou alguém de sua família”.

Nos links abaixo, você poderá assistir aos vídeos do Pr. Enoque denunciando o Bispo Manoel Ferreira:

domingo, 31 de outubro de 2010

Sinais do fim

Marcos

13.3 Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, olhando para o Templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:
13.4 — Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar quando é que todas essas coisas vão começar?
13.5 Então Jesus começou a ensiná-los. Ele disse: — Tomem cuidado para que ninguém engane vocês.
13.6 Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu e dizendo: “Eu sou o Messias!” E enganarão muitas pessoas.
13.7 Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim.
13.8 Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá tremores de terra e falta de alimentos. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto.
13.9 — Vocês precisam ter cuidado porque serão presos e levados aos tribunais e serão chicoteados nas sinagogas. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles sobre o evangelho.
13.10 Pois, antes de chegar o fim, o evangelho precisa ser anunciado a todos os povos.
13.11 Quando prenderem e entregarem vocês às autoridades, não fiquem preocupados, antes da hora, com o que irão dizer. Quando chegar o momento, digam o que Deus lhes der para dizer. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas virão do Espírito Santo.
13.12 Muitos entregarão os seus próprios irmãos para serem mortos, e os pais entregarão os filhos. E os filhos ficarão contra os pais e os matarão.
13.13 Todos odiarão vocês por serem meus seguidores, mas quem ficar firme até o fim será salvo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Fazemos qualquer negócio!

Na década de 80, o famoso comediante Chico Anísio tinha um programa humoristico na televisão Chamado "Escolinha do Professor Raimundo." Na época, um dos personagens que mais chamava a atenção era o Samuel Blaustein, que sempre que entrava em cena dizia: "Fazemos qualquer negócio."

Pois é, o quadro em questão me faz lembrar de algumas pessoas que no afã de alcançarem seus objetivos pessoais mentem descaradamente! Para estas, a mentira faz parte do negócio, afinal de contas o que importa é  atingir seus objetivos pessoais. Um exemplo claro disso é a candidata do PT  Dilma Rousseff, que para ser eleita, é capaz de jurar de "pés juntos" que é católica praticante. Ora, todos sabemos que Dilma nunca foi religiosa, e que já afirmou inúmeras vezes ser marxista. Em uma entrevista a Folha de São Paulo, ela até defendeu o aborto, só que agora, em virtude da pressão da sociedade, que é desfavorável ao assassinato de crianças, Dilma nega isso, só faltando afirmar para os eleitores brasileiros que é "filha de Maria."

Infelizmente nossa sociedade encontra-se tão adoecida, que para atingir os seus objetivos se faz "qualquer negócio" Na verdade, parece que vivemos debaixo de uma síndrome, onde o que é importa é prevalecer sobre o outro, independente de que pra isso precisemos mentir.

Caro leitor, como cristãos somos desafiados a não vivermos segundo as regras deste sistema. De maneira alguma podemos permitir que valores antiéticos e amorais conduzam nossas vidas.

Na perspectiva bíblica jamais nos será permitido negociarmos o inegociável, nem tampouco, instrumentalizarmos as pessoas com vistas ao nosso sucesso pessoal. Os pressupostos do reino nos motivam a vivermos uma vida justa, reta e equânime, onde nem sempre venceremos.

Pense nisso!
Renato Vargens